terça-feira, 31 de março de 2026

Roxy celebra fenômeno de público e comportamento com "Fala Sério, Mãe!" Elas só mudam de endereço, em 1ª temporada -fotos Rafael Catarcione


                                     Eva Huck e Angélica

                           Marcos Caruso e Thalita Rebouças


                                                   Carolina Dieckman
                                            

                                            Ana Paula Araújo


                                             Alexandre Accioli


                                     Narcisa Tamborindeguy

                                          Flavia Alessandra


                                                                     Nando Cunha


                                 Matheus Solano e as filhas e Thalita Rebouças

                                           Thalita e Taís Araújo


                                               Paulo Betti e Dedé Coelho,

                                 Final do espetáculo


                                                 Ingrid Guimarães

Roxy celebra fenômeno de público e comportamento com
Fala Sério, Mãe! – Elas só mudam de endereço,
em sua 1ª temporada
Em tempos de atenção fragmentada e telas onipresentes, um fenômeno ao vivo se impôs em plena Copacabana: o Roxy está em alta com o sucesso da matinê da comédia musical Fala Sério, Mãe! – Elas só mudam de endereço, que se despediu neste domingo, dia 29, após uma temporada que ultrapassou expectativas e reposicionou o hábito de ir ao teatro.
  • Sucesso de público e crítica, o espetáculo chegou a ter sessões extras abertas diante da alta procura, consolidando-se como um dos grandes acertos da temporada cultural. A plateia, aliás, contou também com uma ala de famosos que prestigiaram a montagem, entre eles Carolina Dieckmann, Ingrid Guimarães, Irene Ravache, Ana Paula Araújo, Flávia Alessandra, Otaviano Costa, Larissa Manoela, Lázaro Ramos, Taís Araújo, Evelyn Castro, Rafael Chalub, Nando Cunha, Susana Pires, Paulo Ricardo, Narcisa Tamborindeguy, Marcos Caruso, Paulo Betti, Flávia Reis, Matheus Solano, Angélica, Regina Casé, Louise Cardoso, Ernesto Piccolo, entre outros.
Os números ajudam a dimensionar o impacto: até 29 de março, a comédia musical soma 34 apresentações, média de 500 espectadores por sessão e um público total em torno de 20 mil pessoas em três meses. Mais do que um êxito de bilheteria, trata-se de um caso emblemático de reconexão com a experiência presencial, especialmente entre jovens cada vez mais habituados ao consumo individualizado de conteúdo.
No Roxy, o movimento foi inverso: plateias diversas, intergeracionais e engajadas. Desde a estreia, em 8 de janeiro, não foi raro ver três ou até quatro gerações lado a lado. Crianças, adolescentes, pais, avós e bisavós ocuparam o mesmo espaço, reagindo juntos, compartilhando códigos e afetos. O espetáculo não apenas reuniu públicos distintos, como promoveu um raro senso de convivência coletiva, ressignificando o teatro como ponto de encontro.
Inspirado na obra de Thalita Rebouças, o musical encontrou na identificação direta com o público seu principal motor. Ao tratar, com humor e emoção, das relações entre mães e filhos que “não mudam, apenas trocam de CEP”, a montagem construiu uma ponte afetiva imediata, capaz de atravessar idades e repertórios.
“É o fim de uma temporada de muito sucesso, de muita realização. Eu não sabia que podia ser tão feliz, minha vida já era tão bacana, e ainda assim fui surpreendida. Passar sábados e domingos com a casa lotada, levando arte e cultura para as pessoas, aproximando famílias… é lindo de ver. Vai vó, bisavó, mãe, filha, netinhas, gerações juntas, compartilhando esse momento. Sinto muito orgulho do que a gente construiu ali no Roxy, levar arte de forma tão acessível. ‘Fala Sério, Mãe!’ foi, com certeza, a primeira experiência teatral de muita gente. E isso não tem preço.”, afirma Thalita Rebouças.
A atriz e cantora Cella Bártholo, que vive Malu, reforça o impacto junto ao público: “Foi uma temporada muito emocionante. O espetáculo tem muito humor, faz as pessoas rirem e se emocionarem ao mesmo tempo. E não tem nada mais gratificante do que encontrar as crianças com o brilho nos olhos no final.”
O telespectador Jonas Oliveira também se encantou com a montagem e resumiu a experiência com espontaneidade: “Ela conseguiu mostrar exatamente como é…”, comentou, entre risos, ao lado da esposa e dos dois filhos, enquanto a família circulava pelo mezzanino escolhendo livros de Thalita Rebouças.
Em cena, cerca de 30 artistas sustentam uma montagem de 1h20 que combina músicas autorais e hits conhecidos, ampliando o alcance da narrativa. O resultado é um espetáculo que dialoga com diferentes repertórios e reforça seu caráter inclusivo, tanto no conteúdo quanto na forma de fruição.
A identificação do público atravessa gerações. “Eu me vi em várias cenas, como filha e como mãe”, conta, divertida, Anna Cruz, que assistiu à peça ao lado da filha de 14 anos. A jovem, aliás, não deixou a mãe esquecer nenhum detalhe: “Ela me cutucava o tempo todo: ‘tá vendo isso, Anna? Tá vendo??? É igualzinho!’”, relembra, rindo.
Com produção e realização da SRCOM e da Accioly Entretenimento, o espetáculo surge como uma superprodução pensada para reunir gerações — e conseguiu com maestria.
A força da montagem também se apoia em um time de excelência das artes cênicas brasileiras. A Direção Geral é de Abel Gomes, com Direção de Produção de Sheila Roza. A dramaturgia, assinada por Thalita Rebouças em parceria com Gustavo Reiz, ganha vida com a criação artística de Priscilla Mota (Direção Artística), Tauã Delmiro (Direção Teatral), Rodrigo Negri (Direção de Movimento) e Tony Lucchesi, responsável pela Direção Musical e pelos arranjos do espetáculo. A estética é outro destaque: figurinos de Cláudia Kopke, cenário de Tuca Mariana, luz de Paulo Cesar Medeiros e caracterização de Beto Carramanhos compõem a cena, enquanto a cenografia digital e audiovisual assinada por Igor Corrêa surge como um dos grandes diferenciais da montagem.
Mais do que um musical, Fala Sério, Mãe! inaugurou no Roxy um modelo de experiência expandida: teatro aliado à convivência, à gastronomia e ao encontro. Um formato que não apenas atrai, mas forma público e aponta para novas possibilidades de ocupação cultural.
Não foi apenas a despedida de uma temporada bem-sucedida, mas a consolidação de um novo comportamento: o de voltar a viver a cultura em coletivo. E, nesse palco, o Roxy provou que ainda há espaço — e desejo — para histórias contadas olho no olho.
A novidade fica para a 2ª temporada, no próximo semestre, entre julho e agosto. E, acredite, a procura por reservas já começou.

IVAN LINS - 80 ANOS - Em única apresentação no dia 11 de abril, no Qualistage - foto BT com

                                                                                 IVAN LINS
                                                                                   80 ANOS
                                                Em única apresentação no dia 11 de abril
                                                                    no Qualistage
 
 
Em roteiro afetivo que foge do óbvio Ivan Lins comemora seus 80 anos cercado por sucessos, lembranças, família e amigos.
 
“Eu me lembro...”Assim começa a letra de “Agora”, sucesso do início da carreira de Ivan Lins, em 1970. Passados 55 anos, o cantor e compositor carioca chega aos 80 anos, carregado de lembranças e histórias que moldaram suas músicas. Afinal, a majestosa obra de Ivan Lins não deixa dúvidas sobre seu talento para criar canções belas, perenes e inesquecíveis.
 
Talento que já chamava a atenção da família ainda bebê, ou nos saraus familiares e festinhas infantis, quando o menino Ivan soltava a voz sem pudor. Autodidata do piano, desenvolveu uma maneira muito pessoal de abordar o instrumento, cantando e se movimentando com um vigor contagiante.
 
Foi assim que conquistou a plateia do 5º FIC – Festival Internacional da Canção, em 1970. Sua “O amor é o meu país”, com o primeiro grande parceiro Ronaldo Monteiro de Souza, ficara em 2º lugar. Ao mesmo tempo, “Madalena” estourava na voz de Elis Regina. O recém-formado engenheiro químico teve que refazer a fórmula do seu futuro.
 
80 ANOS – Com o segundo parceiro, Vítor Martins, Ivan cria, entre os anos 1970 e 2000, mais um punhado de sucessos e canções inesquecíveis, como “Abre-alas”, “Somos todos iguais esta noite”, “Começar de novo” e “Aos nossos filhos”. E as trilhas de novelas levam suas músicas a milhões de pessoas, em canções inesquecíveis como “Vitoriosa”, “Iluminados”, “Lembra de mim” e “Lua soberana”. Cantoras e cantores como a já citada Elis, Simone, Fafá de Belém, Emilio Santiago, Leny Andrade, Nana Caymmi, Gal Costa, Zizi Possi e tantas outras ajudam a perpetuar suas lindas canções.
 
Ao mesmo tempo, sua obra ganha o mundo através das mãos do produtor americano Quincy Jones, e nas vozes de George Benson, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Barbra Streisand, Sting, Jorge Drexler, Carlos do Carmo e muitos outros. Sua música é gravada por artista de todos os cantos do planeta, e seus shows esgotam, dos EUA ao Japão.
 
Aos 80 anos, Ivan Lins sabe de sua trajetória vitoriosa. É hora de comemorar!
 
O SHOW – Sim, estão lá no roteiro de IVAN LINS 80 alguns dos seus grandes sucessos, como “Madalena”, “Vitoriosa” e “Lembra de mim”. No show em que comemora seus 80 anos de vida (e 55 de carreira), Ivan Lins não tem nenhuma intenção de privar seu público de entoar versos e melodias que marcaram gerações. Mas numa obra tão monumental (e tão internacional), é de se esperar que alguns “lados B” e pérolas preferidas do artista também deem o ar da graça. Afinal, o aniversariante é ele, que garante: “O presente será para todo o meu público e terá um gostinho especial”.
 
O roteiro, quase sempre agrupado em blocos, aborda alguns dos temas mais recorrentes de sua obra. Seu lado romântico, por exemplo, está representado pelos sucessos “O amor é o meu país”, “Iluminados” e “Ai Ai Ai Ai Ai”. Da mesma maneira, o tema dos “relacionamentos conturbados” traz de volta aos seus shows as clássicas “Saindo de mim” e “A Noite”.
 
Outros temas recorrentes na obra de Ivan são os que versam sobre política e questões sociais. Aqui, o compositor mostra que continua ativo e sincronizado com os dias atuais ao trazer a inédita “Meninos de Gaza”, parceria com Simone Guimarães. Canção essa que se junta a emocionante “Aos nossos filhos” e a combativa “Cartomante”, gravadas por Elis Regina... e assim outro fio da meada está puxado. Afinal, a amiga que ajudou a lançá-lo foi uma de suas grandes intérpretes.
 
Os letristas e parceiros Ronaldo Monteiro e Vítor Martins também são celebrados. Mas este último ganha olhar especial no momento do show dedicado a canções regionais, afinal, foi Vítor, natural de Ituverava-SP, quem apresentou a Ivan o universo mais “interiorâno” pra um “litorâneo” Ivan. Com muito lirismo e vozes abertas, “Guarde nos olhos” será entoada, seguida de uma que já se tornou tradição em festas religiosas do interior: “Bandeira do Divino”. Nessa “roda de viola” não pode faltar a recente “Olhos pra te ver”, gravada por Milton Nascimento e Chitãozinho & Xororó.
 
Mas Ivan tem muitos outros parceiros, no Brasil e no exterior. Estes serão representados por três deles: Paulo César Pinheiro, Celso Viáfora e Chico Buarque, no bloco que traz sambas como “Porta entreaberta”, “Emoldurada” e “Sou eu”, esta última gravada com sucesso por Diogo Nogueira. A direção do espetáculo é do ator e cantor, Claudio Lins, filho de Ivan, que aposta em sua longa trajetória entre teatro e música para envolver o público numa experiência completa. “Sem exageros cênicos, a intensão é criar uma narrativa de contextos musicais calcada na minha própria relação afetiva com a obra dele”, diz Claudio, que completa: “Queremos brindar o público com um show emocionante ao destacar sua linda relação com a música. Afinal, Ivan Lins nunca fez uma música feia”.
 
A afetividade também aparece em outras áreas do projeto. A direção de produção está sob responsabilidade de João Lins, empresário e também filho de Ivan, e Carlos Costa, longo companheiro de estrada. E apesar de o próprio Ivan assinar a direção musical, ele não abre mão de receber a contribuição da sua banda base, com quem toca há muitos anos.
 
Ainda completam o roteiro sucessos como “Começar de novo”, “Vieste”, “Depois dos Temporais”, “Lua soberana”, etc. Quem estiver na plateia de IVAN LINS 80, com certeza será tocado pela beleza e magnitude de sua música, num show que promete ser inesquecível.
 
Apresentação no dia 11 de abril - sábado
Local: Qualistage
Endereço: Avenida Ayrton Senna, 3000, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ
Classificação: a partir de 18 anos
Show às 21h30 
Abertura dos portões: 19h30
A partir de R$ 90,00
Vendas também na Bilheteria Oficial: Shopping Via Parque - Av. Ayrton Senna, 3000 - Barra da Tijuca - RJ /
De Segunda a Sábado das 11h às 20h / Domingo e Feriados das 13h às 20h
Em dias de shows o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local.
Capacidade: 9 mil pessoas em pé ou 3.500 sentadas
O espaço possui acessibilidade.